Dia muito cansativo. Saímos por volta das 9 da manhã de Chos Malal, e já nos primeiros quilômetros da estrada começou o rípio. E não era somente o rípio, havia alguns trechos onde parece que algum dia houve algum tipo de pavimento, mas foi abandonado e ficou cheio de buracos.
A região é bem deserta, havia somente alguns povoados. Porém a paisagem era muito bonita: esse trecho é chamado de "Patagônia dos Vales e Vulcões", e realmente havia tudo isso no caminho.
Pudemos observar também bastante rocha vulcânica no caminho, o que deu a entender que esses vulcões estiveram em bastante atividade nos últimos anos.
Por volta das 2 da tarde, nos vimos com os 2 pneus traseiros furados. Paramos para trocar um deles, e tivemos que rodar com o outro que ainda tinha um pouco de ar por aproximadamente 150 km. Tentamos achar uma borracharia em um povoado que encontramos, porém não havia nada aberto, pois era um sábado e ainda por cima hora da siesta. Também não encontramos lugar para comer, então tivemos que almoçar alfajores que tínhamos no carro.
Por volta das 5 da tarde chegamos até uma cidade maior, Malargue, onde encontramos uma borracharia e consertamos os pneus. Demorou por volta de 1 hora, e então seguimos em frente. Agora o asfalto voltou, e logo percebemos que havíamos deixado a região da Patagônia. A paisagem já não era mais tão desértica, e as cidades grandes começaram a aparecer. Foi estranho, depois de tanto tempo, começar a entrar em contato com tanta gente novamente.
Paramos para jantar em San Carlos, uma cidade bem grande já próximo a Mendoza. Depois seguimos para Mendoza, onde chegamos por volta das 23 hs e já arrrumamos um hotel barato no centro para ficar.
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