domingo, 28 de fevereiro de 2010

27o. dia: El Chaltén (descanso)

Domingo, dia de descanso. Tiramos o dia para dormir, ler, comer e comprar coisas que estavam faltando. El Chaltén é uma cidade de somente 500 habitantes, cercada por montanhas e lagos, porém possui uma estrutura muito boa, tem supermercado, alguns cafés com Internet, e uma comida muito boa, como não experimentamos a tempos nessa viagem.


sábado, 27 de fevereiro de 2010

26o. dia : El Calafate -> Glaciar Perito Moreno -> El Chaltén -- 356 km

A atração do dia é o Glaciar Perito Moreno, que faz parte do Campo de Hielo Sur, a terceira maior área de gelo do planeta (depois da Antártica e do Pólo Norte). O Glaciar Grey, que vimos em Torres del Paine também faz parte do Campo de Hielo Sur, porém sua extensão é menor. O Glaciar Perito Moreno tem 250 km quadrados de extensão, e fica a aproximadamente 80 km de El Calafate.
Para ver o Glaciar é necessário entrar no Parque Nacional Los Glaciares, cuja a entrada é bem salgada ($75 pesos argentinos, o equivalente a quase R$ 40), porém vale a pena.
Há uma passarela de 1.5 km na qual podemos andar e observar o glaciar de diversos pontos. O mais emocionante é observar os pedaços de gelo que de vez em quando se desprendem da borda e caem na água, fazendo um barulho estrondoso!!





Após o passeio do Glaciar, rumamos a El Chatén, a "capital nacional do trekking" da Argentina. Da estrada já era possível avistar o Cerro Fitz Roy, a atração principal da cidade.




Arrumamos um "cabaña" bem bacana para ficar e descansamos.

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

25o. dia: Torres del Paine (Chile) -> El Calafate (Argentina) -- 248 km


É uma tristeza deixar esse parque tão maravilhoso, porém temos que seguir viagem...

Saímos pela manhã e logo cruzamos a fronteira Chile/Argentina, que fica no povoado de Cerro Castilho. Aqui, tanto a imigração/aduana chilena quanto a argentina foram bem tranquilas e rápidas. Logo após um trecho de rípio, entramos na ruta 40, que nos levou até El Calafate. Chegamos cedo em El Calafate, por volta das 16 hs, arrumamos um hostel na cidade e aproveitamos para lavar algumas roupas e também o carro.

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

24o.dia: Torres del Paine (Lago Grey e Trekking no Gelo)

Nesse dia eu fiquei descansando meu joelho e o Edison foi fazer um Trekking sobre o Glaciar Grey. Em breve ele deverá editar esse post com sua aventura !!

Eu fui levá-lo até o ponto de saída e aproveitei para ter uma visão melhor do glaciar, já que hoje o dia estava ensolarado. É possível observá-lo descendo das montanhas, e o pedaço de gelo que estava no meio do lago parecia mais derretido que no outro dia que passamos por lá:



Após, passei na cachoeira "Salto Grande", que fica próxima ao camping:



Eu não canso de olhar a cor verde-água desses lagos....

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Sobre a caminhada no gelo:

Saímos de barco na beirada do lago com dois americanos, o Paul e a Michele, um guia e o piloto do barco. Seguimos para o lado direito do Glaciar onde existe um refúgio de montanha para pegar mais dois guias e todo o equipamento necessário.

Pelo caminho, já podíamos ver diversas pedras de gelo na água e tínhamos que desviar de todas porque, segundo Paul, não queríamos seguir o mesmo caminho do Titanic rs.

Na chegada podíamos ver as rochas, e eu, com conhecimentos básicos de geologia, já fui procurar onde ficavam as tais marcas na rocha feitas pelo retrocesso dos Glaciares dos últimos milhares anos. Para minha surpresa e grande emoção, foi pisar na pedra e já ver as evidências tão comentadas nos livros de geologia.


No caminho encontramos cachoeiras formadas no meio do Glaciar, rios, lagos e cavernas. Abaixo, seguem as fotos que falam mais que as palavras:


Passeio muito bacana. Embora tranquilo demais por termos guias, barcos e equipamento completo, gostei bastante. Foi muito bom para uma primeira experiência no gelo.

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

23o. dia: Torres del Paine - Puerto Natales - Torres del Paine (descanso)

Tiramos o dia para descansar da empreitada do dia anterior. Como iríamos fica mais um dia no camping, precisávamos de suprimentos, então fomos até Puerto Natales na parte da tarde. Na estrada é possível observar as montanhas do parque, que não tinhámos observado na ida porque estava escuro:



Em Puerto Natales passamos no supermercado e também em uma loja de equipamentos de montanhismo para comprar um bastão que vimos as pessoas utilizando na trilha, acreditando que possa nos ajudar nas próximas trilhas de montanha,  pois o meu joelho machucou bastante na trilha da base das torres e está doendo muito.
Jantamos por aqui e voltamos para o camping, onde pudemos presenciar a lua crescente aparecendo acima dos Cuernos:

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

22o.dia: Torres del Paine (Base de Las Torres)


Esse foi o tão esperado dia da trilha até as Bases das "Torres". A trilha tem 19 km (ida e volta)  e é classificada como dificuldade "moderada - alta" nos guias que temos, porém eu classificaria como "muito alta". Como todo esforço tem sua recompensa, acabou valendo á pena pela visão das Torres á beira de um lago incrivelmente verde-água, igual aquele lápis de cor que só vem na caixa de 32 cores (pelo menos na minha época era assim), que eu nem pensava que poderia existir na natureza.

O ínicio da trilha é extremamente íngrime e eu diria que é o pior trecho. Após 1 hora conseguimos vencer a subida e como presente ganhamos a vista de um vale:



A partir daí a trilha começa a subir e descer até chegar a um refúgio onde há restaurante (uma coca-cola gelada aqui custa R$10!!), banheiros e área de camping. Esse ponto fica na metade da trilha (2 hs), a beira de um riacho bem simpático:



A partir daqui começamos a subir novamente por entre as árvores, por aproximadamente 1 hora, até chegar a uma subida bem íngrime, em meio a pedras, que leva até a base. Esse trecho também é bastante difícil também, porém tem a motivação de estar "quase lá".



Vencemos esse último obstáculo e chegamos até a tão famosa imagem que vale mais que mil palavras. Só realmente estando lá para ver como essa é uma paisagem única.




A volta foi mais rápida (demoramos em torno de 3 horas), e quando voltamos ao camping para descansar já estava escuro.



segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

21o. dia: Torres del Paine (Lago Grey)

O planejado para o dia de hoje seria navegar no Lago Grey, próximo ao glaciar de mesmo nome. Porém, não conseguimos vaga na embarcação.
Fomos então até o mirador do Glaciar Grey, bem próximo ao local de onde sai a navegação. Desse ponto é possível avistar o glaciar e alguns pedaços de gelo que se soltaram e estão indo em direção á praia: 


O vento nesse local é absurdamente forte, e se bobear te joga no chão fácil. Foi o vento mais forte e gelado que experimentamos até agora. O tempo estava muito nublado então conseguimos ver só a pontinha do glaciar:



domingo, 21 de fevereiro de 2010

20o. dia: Torres del Paine (descanso)

Quando acordamos nos demos conta de quanta sorte tivemos de encontrar um camping com uma vista tão privilegiada como esta na noite anterior:



Esses são os "Cuernos del Paine", tão famosos quanto as "Torres del Paine", visto do lago Pehoé, na beira do qual estávamos acampados. Quando li no guia "O viajante - Chile" que o parque Torres del Paine parecia uma "pintura impressionista", achei que deveria ser um exagero. Mas realmente, as paisagens são de tirar o folêgo, e são todas dignas de um quadro.
Ficamos descansando no camping, que tem uma estrutura boa, com água bem quente e banheiros limpos, e exploramos ao redor.



sábado, 20 de fevereiro de 2010

19o dia: Ushuaia (Argentina) -> Torres del Paine (Chile) - 808 km

Dia de viagem, e bem cansativo. Saímos de Ushuaia ainda pela manhã, e por volta das 12 horas chegamos na primeira fronteira Argentina/Chile. Almoçamos e encaramos a imigração/aduana argentina, que foi bem demorada e estressante, por conta da falta de organização. Aqui demoramos por volta de 1 hora e meia.
Após, fizemos a imigração/aduana chilena, também muito desorganizada, e demoramos aqui mais 1 hora. Essa demora acabou nos atrasando bastante, pois ainda tinhámos 140 km de rípio, a travessia do Estreito de Magalhães e ainda  300 km até Puerto Natales, onde era nosso plano passar a noite.
Na travessia do Estreito de Magalhães alguns golfinhos seguiram a balsa como da outra vez, mas dessa vez conseguimos ver muito mais deles, que pareciam se divertir pulando ao redor da embarcação:






Acabamos chegando em Puerto Natales por voltas das 21 hs, e por sorte havia um supermercado aberto. Decidimos fazer as compras e partir de vez para um camping em Torres del Paine, apesar do horário e da distância.



Partimos por volta das 22 hs, e após 170 km chegamos no parque. Não havia ninguém na portaria, então entramos e rodamos um pouco até encontrar um camping, o Pehoé, que por sorte havia alguém na recepção (já eram 2 hs da manhã). Foram muito simpáticos e nos ajudaram emprestando um farolete para iluminar o local do acampamento. Armamos o acampamento e descansamos.

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

18o. dia: Ushuaia (Sendero HITO XXIV)

Voltamos ao Parque Nacional Tierra del Fuego, e dessa vez encaramos a Senda HITO XXIV, bem mais tranqüila que a anterior. O percurso dessa trilha é feito em torno do lago Roca, e leva até a divisa com o Chile. Foram aproximadamente 4 horas de caminhada (2 e meia de ida e 1 e meia de volta), sem muita subida, apenas com alguns obstáculos criados pelas raízes das árvores, troncos de árvores caídas e pedras. No final do trilha há uma pequena praia de pedras, uma vista para montanhas chilenas, e uma sinalizacão dizendo para não avançar pois ali é a fronteira.

 



Na volta, encontramos muitos coelhinhos brincando na grama.



Amanhã saímos de Ushuaia e vamos em direção a Puerto Natales, e após, Torres del Paine, ambos no Chile.

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

17o. dia: Ushuaia (Canal Beagle)

Após um sono dos anjos devido ao cansaço do dia anterior, fizemos o passeio de barco pelo Canal Beagle. O Canal possui uma linha divisória imaginária onde de um lado fica a Argentina e do outro o Chile. Durante o passeio pudemos observar Puerto Willians, a cidade mais austral da América do Sul, que é chilena. Os argentinos, muito espertos, dizem que não é uma cidade, e sim uma vila, então Ushuaia ficaria com o título de "Fin del Mundo", rsrsrs
O barco passou pela Ilha dos Pássaros e uma pinguinera, onde observamos mais uma vez leões marinhos (que aqui eles chamam de lobos marinhos) e pingüins. Destaque para uma nova espécie de pingüim que observamos, que tem o bico e as patas laranjas. Só vieram para essa ilha e nessa época do ano 3 casais desse tipo.





O passeio foi tranquilo e muito bom para descansar. No final do dia começou a chover, o que esfriou bastante o tempo, e choveu durante toda a noite.

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

16o. dia: Ushuaia (Sendero Guanaco)

Acordamos umas 10 da manhã e, descansados, fomos para o parque nacional de Tierra del Fuego. Decidimos fazer uma trilha chamada Guanaco ou Sendero Guanaco na língua local. No mapa, a trilha estava marcada como dificuldade alta e depois descobrimos porque rs.

A trilha se inicia na beira de um lago formado pelo degelo das montanhas a volta. Ela beira o lago por cerca de 1 km quando começa a subida.


Nas primeiras duas horas de subida, ainda estamos dentro da vegetação e é muito agradável estar aqui. No fim da primeira etapa, chegamos ao mirador que da uma visão bem legal do lago que agora, mais parece um rio.


A subida continua ficando cada vez mais íngreme. No caminho encontramos uns 6 grupos de 2 ou 3 pessoas, sempre de nacionalidades diferentes, como franceses, holandeses, alemães, americanos, etc. Sempre que as pessoas passam pela gente, eu noto que os calçados estão cheios de lama. Depois descobri porque. O derretimento da neve criou uma vegetação bem molhada que fica em cima de uma espécie de lodo. Foi divertido passar por lá e como estávamos caminhando com botas impermeáveis, tiramos de letra esta fase da trilha.


Nos últimos 2 km, a vegetação some e vislumbramos uma subida bem íngreme que ia em direção a escarpa da montanha. Eu fiquei muito entusiasmado com a subida, já a Carina estava um pouco mais preocupada com a altura e com o cansaço. Algumas palavras de encorajamento fizeram com que ela se levantasse e continuasse.




A subida foi forte, bem cansativa e escorregadia. Tem muitas pedras soltas no caminho pois a rocha é sedimentar e esta totalmente trincada. Cruzamos um casal e conversamos em inglês sobre o caminho, eles estavam muito entusiasmados e nos garantiram que o esforço compensava. Continuamos seguindo forte, passamos por algumas placas de gelo que estavam derretendo e continuamos subindo e subindo. Agora já fazem 5 horas que estamos subindo. As pernas começam a ficar cansadas mas o cume se aproxima e o meu entusiasmo só aumenta.



Depois da empreitada final, chegamos ao cume! A sensação é ótima. Estamos no fim da escarpa da montanha, no ponto mais alto. Nos dois lados, podemos ver os vales, os rios e o vazio que fica entre o cume e o chão, lá embaixo, bem longe. O vento frio e forte por vezes quase nos joga ao chão. Uma sensação única e uma visão muito bela.





Na volta tivemos um pequeno imprevisto. Contávamos que, como todos os dias, iria escurecer umas 21:30 da noite mas, por um acaso, pela nossa posição, uma montanha iria entrar na frente do sol e tivemos que apertar o passo para não ficar a noite na trilha. Ainda pudemos tirar mais algumas fotos e quando chegamos ao carro já estava escuro.

Hoje o dia foi espetacular!